jAGuaDArTE - pOSsE dE rICarDo aLEiXo
   
Histórico
 


RADIOARTE

 

radio simulacra: sons que você nunca ou viu ou viu ou viu é o título deste visual, de autoria da radiomaker Lilian Zaremba, que transa um blogue da pesadíssima, o rádio mirabilis (zaremba). A artista e professora carioca é um dos grandes nomes do ainda restrito grupo que explora as possibilidades artísticas do rádio  no Brasil. Entre outras proezas, Lilian levou à Documenta de Kassel, em 1997, o projeto Crab Nebula, um programa que mistura ciência e fantasia, feito em colaboração com os artistas plásticos Tunga e Cabelo e com a musicista Tina Pereira.



Escrito por Ricardo Aleixo às 09h59

[] [envie esta mensagem] []




BILINGUEX

 

 

Um poema bilinguex de Hélio Oiticica.

Para ler ouvindo Jimi Hendrix.

Ou em silêncio.

Como se não fosse um poema.

Aliás, um dia eu ainda publico

a letra/poema que escrevi

sobre esses dois gênios excessivos

(não confundir com genes recessivos).

 



Escrito por Ricardo Aleixo às 16h39

[] [envie esta mensagem] []




AINDA OS ECOS DE COIMBRA

 

Por absoluta falta de tempo, parei de escrever sobre o V Encontro Internacional de Poetas, em Coimbra. Como isto aqui não é um “órgão de imprensa”, desses que têm um editor sempre de olho em novas (nem sempre: eles preferem as velhas) novidades a cada dia, volto ao tema só para falar de uma poeta e performer muito interessante que conheci lá: a franco-norueguesa Caroline Bergvall, da safra de 1962, que vive e trabalha em Londres, onde desenvolve projetos em mixed-media e performance, muitas vezes em colaboração com outros artistas. Senti afinidade com o trabalho de Caroline Bergvall desde que li sua nota biográfica na apostila com a programação e a relação dos participantes do Encontro. Éramos, afinal, dentre os convidados, dos poucos que trabalhavam sistemática e explicitamente a performance e a apropriação de outras linguagens. Quando ela começou a performar seu poema, confirmei minhas expectativas: a moça tem um total domínio corporal/vocal, extraindo de cada palavra o máximo de musicalidade possível: corpo alerta, espaço plenamente ocupado pela voz cálida e firme, humor e alguma malícia pontuam sua performance. Ao voltar para o Brasil, procurei mais informações sobre seu trabalho na internet. Há alguma coisa – o suficiente para nos inteirarmos de seu papel na nova cena britânica (e européia) de poesia experimental. Um bom começo é procurar o melhor site de poéticas experimentais que existe, o Ubu Web (bergvall), e se deleitar com dois ótimos exemplos do trabalho de Bergvall: as peças sonoras “Via – 48 Dante Variations” e “About Face”. Prova da importância da obra da poeta/performer é que ela conta entre seus admiradores com ninguém menos que a exigentíssima ensaísta estadunidense Marjorie Perloff, que publicou, no ano passado, em “Jacket Magazine” (jacketmagazine) o longo ensaio “The Oulipo Factor: The Procedural Poetics of Christian Bök and Caroline Bergvall”. Outro trabalho dela que vale a pena conferir é “Ambient Fish” (amfish).



Escrito por Ricardo Aleixo às 10h09

[] [envie esta mensagem] []




FÓRUM DAS ARTES

 

É inegável a importância da escritora, ensaísta e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Guiomar de Grammont no panorama da literatura brasileira contemporânea. Também no âmbito da dramaturgia Guiomar vem se destacando. São dela, entre outros, o texto do espetáculo “D. Olímpia”, que o Grupo Teatro Andante apresenta com sucesso já há alguns anos, e parte dos textos adaptados por Fernando Mencarelli para a peça “Lírios”, que reúne os formandos do curso de Artes Cênicas da UFMG. Os dois espetáculos poderão ser vistos na programação do Fórum das Artes, promovido pela UFOP, que acontecerá entre os dias 23 de julho e 1º de agosto. Guiomar de Grammont é a coordenadora do Fórum.

Escrito por Ricardo Aleixo às 10h13
[] [envie esta mensagem] []




TOMOU E NÃO LEU? ESTÁ CERTÍSSIMA!

 

Se não gosto da figura mitologizada e da poesia de Pablo Neruda (gosto de “Residencia en la Tierra”, e é tudo), por que falar sobre ele no dia de seu centenário? Ora, porque o silêncio passaria a idéia de que, para mim, “tanto faz como tanto fez”. Abomino de tal forma o modo como são construídos (como se deixam construir) mitos como Neruda que aproveito para mandar um recado para aquela ex-mulher do Chico Buarque, se ela ainda estiver viva (não, não é a Marieta Severo): Fulana, só para te ridicularizar em público, o Chico pede, numa cantiga até bonita, que você “devolva o Neruda” que tomou emprestado “e nunca leu”. Pois saiba, querida anônima, que isso faz com que você ganhe meu respeito eterno. Se não leu, é porque você, como toda mulher inteligente e sensível, não lê um autor só pelo rótulo de “grande poeta” que vem estampado nas capas de seus/dele livros, ou porque o amado teceu loas a respeito, mas por ter encontrado naquela sucessão de páginas impressas nada menos que a vida. PS: Se for o caso (e, insisto, se ainda estiver viva), dê uma conferida em “Residencia en la Tierra”. É o Neruda que interessa.



Escrito por Ricardo Aleixo às 07h00
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]