jAGuaDArTE - pOSsE dE rICarDo aLEiXo
   
Histórico
 


uMa vISitA aO síTIo

Ao lado do artista plástico Antônio Sérgio Moreira, que mostrará a plástica sonora do balafong, mítico instrumento africano, do poeta Marcelo Dolabela, acompanhado pelos integrantes da OPEP-BR,  do poeta, artista visual e ator Benjamin Abras e da encenadora Ione de Medeiros, que conversará comigo sobre a trajetória Oficcina Multimédia, a ZIP de hoje à noite apresenta, em absoluta primeira mão, o mais novo trabalho do poeta e webdesigner Álvaro Andrade Garcia, o Sítio de Imaginação. Sobre a obra, Álvaro conta que “é ao mesmo tempo um site e uma interface de criação poética. Resulta de uma pesquisa que venho realizando há alguns anos em busca de dois objetivos: construir uma interface que possibilitasse a convergência de todas as mídias artísticas e a criação coletiva no ambiente da web. Com isso, surge o que chamo de 'extensão mental colaborativa'. Suas principais características são: como interface, quebra as metáforas antigas da página gráfica e outras já bastante utilizadas na web. Como ferramenta de criação artística, amplia as possibilidades expressivas do artista. Como ferramenta de comunicação, permite a construção da obra coletiva.  É basicamente um ‘brinquedo poético’.” O Sítio, para quem quiser conhecê-lo antes, fica aqui. Álvaro é o bacana da foto (by Pedro Motta). O outro bacana é presença indispensável no Combo de Artes Afins Bananeira-ciência, na ZIP e no meu coração: o incrível DJ Rato, em clique de Glenio Campregher.

 

 

 



Escrito por ricardo aleixo às 09h07
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cARloS, o bOm

 

Vivendo numa cidade como Velhorizonte, onde os poetas mal conseguem contemplar o próprio umbigo, tão preocupados se mostram em secar a grama dos colegas de "não-profissão", é digna de registro e aplausos efusivos a atuação incansável de um sujeito como Carlos Augusto Lima. Poeta e ensaísta, Carlos, atualmente, ocupa o cargo de diretor de literatura do Centro Cultural Dragão do Mar, de Fortaleza. Graças a sua generosidade, alguma da nova escrita daquele estado tem chegado a uns raros e bons leitores espalhados pelo país, sob a forma de plaquetes muitíssimo bem elaboradas. Da mesma forma, ele tem levado ao Ceará poetas de outras regiões, numa tentativa serena e persistente de ampliar o debate estético e cultural por lá. Quem quiser saber do bom Carlos Augusto, recomendo uma espiada na revista Trópico (tropico), que traz uma excelente entrevista concedida por ele ao também poeta Heitor Ferraz. Um fragmento: “E nós, que moramos noutras regiões, alimentamos e gostamos dessa fixação por esse aprisionamento, por essa construção de lugar legitimado que é Rio-SP. O que a gente tentou fazer aqui (eu e Manoel Ricardo de Lima) foi esticar o olhar, perceber onde se estavam apostando em possibilidades além desse aprisionamento, que é muito nosso também. Mas tudo isso, sem essa idéia de rancor, de revanche, com muita leveza. Leveza, mas com auto-estima nos ares. E, de repente, lá estávamos nós publicando no Mato Grosso do Sul, com o Douglas Diegues, ou o Manoel fazendo um livro com a artista plástica gaúcha Élida Tessler; depois veio a Virna Teixeira, publicando e articulando todo um trabalho de tradução que ela tem bem consistente, de poetas escoceses.”



Escrito por ricardo aleixo às 19h03
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eM cAMpO



Escrito por ricardo aleixo às 18h26
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neXTa seXTa

 

Na próxima sexta-feira, 23/6, a partir das 18h30, no foyer do Teatro Francisco Nunes, acontece a terceira edição da Zona de Invenção Poesia & (ZIP). Estruturada como um programa de auditório, a ZIP, nesta semana, terá como tema “Poesia & Tecnologia: O racionalismo sensível”.

 

Tendo como mestre de cerimônias o poeta e curador da ZIP Ricardo Aleixo, a sessão de sexta-feira terá como convidados os poetas Álvaro Andrade Garcia e Marcelo Dolabela (acompanhado pela OPEP-BR, Oficina de Experimentação Poética), o poeta, artista plástico e ator Benjamin Abras, o artista plástico Antônio Sérgio Moreira e a Oficcina Multimédia, dirigida por Ione de Medeiros. A sonoplastia do pseudo-programa será feita pelos integrantes do Combo de Artes Afins Bananeira-ciência.

 

Consta ainda da programação a exibição de videopoemas de “Nome”, trabalho seminal de Arnaldo Antunes, do início da década de 90, que foi relançado recentemente em formato de DVD. Ao longo da noite também funcionarão a “Feira de Inutensílios”, onde serão comercializados livros, CDs e revistas com o melhor da poesia contemporânea, e o “Bar do Bardo”, com seus caldos e bebidas. Entrada franca.

 

 

 



Escrito por ricardo aleixo às 23h27
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nOvAs nOVas

 

 

 

Na próxima edição da ZIP, dia 23 agora, ele estará lá: Marcelo Dolabela, MD, Dadolabela. Ele e a OPEP-BR, um dos muitos coletivos de que ele faz/fez/fará parte. Dolabela talvez seja o poeta mais sem lugar da poesia brasileira – muito provavelmente por ter a manha de observar a cena e invadi-la a partir do lugar que lhe der na veneta. Leiam suas palavras com os ouvidos bem abertos. A foto, de Guto Muniz, é de setembro do ano passado, bem na hora da onça beber água. E do olho do lince lançar fosforecências.

 

 

Marcelo, há quem o defina, taxativamente, como um representante da geração marginal. Outros já o tomam, também taxativamente, como um experimentalista radical. Qual é a sua?

A minha matriz poética é remixar, ou continuar remixando, esses dois conceitos (“marginal” e “experimental”). Sigo e persigo os pressupostos colocados pelos movimentos de vanguarda, em particular: da poesia concreta, do poema/processo e da tropicália, no Brasil; do dadá, do futurismo russo, da internacional situacionista, dos provos, do fluxus, do punk rock e da música pop de invenção, mundo afora. Como esses dois conceitos são, para a maioria, datados, sempre que alguém os usa para designar alguém é no sentido pejorativo. Assim, para esses conceituadores, ser “marginal”, “experimental” e/ou radical” é ser um perfeito idiota, alguém que está totalmente sem sincronia com o que se faz hoje. Não ligo. Como a velha escola, digo “deixa falar”. Pra mim, só vale a pena sendo assim.

Poesia & tecnologia é um tema que perpassa todo o seu fazer artístico. Fale um pouco a respeito. Se possível, faça uma síntese dos momentos-luz desse tema no âmbito da modernidade - enquanto prática - e nos conte como é que sua poesia participa desse debate, na atualidade.

Gosto de um conceito do Décio Pignatari, o de “mídia auxiliar”. O artista deve, para se manter inventivo, migrar, dialogar e incorporar outras linguagens. Assim, minha relação com o “mundo plugado” é para alimentar sempre a caldeira com novos combustíveis. Mesmo que, para isso, tenha que voltar ao início, aprender Theremin, usar velhas baterias eletrônicas, tecladinhos-casio ao lado de novidades, como Air-FX, Kaoos Pad, samplers, protools etc.



Escrito por ricardo aleixo às 08h24
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Na década de 80, creio que no Festival de Inverno da UFMG, você ofereceu um curso intitulado “Do rock and roll da poesia à poesia do rock”, estabelecendo pioneiramente uma ponte que a muitos parecia improvável naquele momento. Também me lembro de um encontro com Augusto de Campos, em Belo Horizonte, na Bienal Internacional de Poesia, em que ele, assim que o cumprimentou, perguntou, à queima-roupa, sobre Jimi Hendrix. E aí?

Curiosamente, este ano, quase duas décadas depois, estou voltando no Festival de Inverno, com a oficina: “Poesia-Experiência: do Dada ao sampler”, que tem como objetivo: Rever e experimentar [produzir] dez técnicas poéticas de vários movimentos das vanguardas históricas (Dadá, Surrealismo e Modernismo), das "vanguardas tardias" (Beat Generation, Poesia Semiótica, poema/processo e Arte Postal) e das pós-vanguardas (Poema Intersemiótico e Poesia Sonora). Pretendo fechar o ciclo. Se antes, o objetivo (diacrônico) era  aproximar coisas díspares para a época, agora, incronicamente, pretendo mostrar que a questão é mais de roupagem do que de linguagem. Jimi Hendrix, nesse cenário, é, sem dúvida, um dos artistas mais paradigmáticos, pois quebrou todos os limites entre os extremos práticos e conceituais.

Dá para adiantar como será a performance que você fará na próxima sexta-feira junto com a videoartista Patrícia Moran e a OPEP-BR?

Vamos apresentar um capítulo com quatro versões de “A Política destruiu o nosso amor” (rádio-peça visual). Para esta apresentação, a OPEP-BR (Oficina Provisória de Experimentação Poética – BR) contará com: epígrafe – Mozahir Salomão; Helena – Ana Gusmão; sonoplastia – Marcelo Dolabela; e VJ – Patrícia Moran. A performance duplica uma mesma cena em quatro movimentos: sujeito à meteorologia (1. uma manhã chuvosa / 2. uma tarde de inverno / 3. uma noite de outono / 4. uma noite de Natal); e em quatro momentos: 1. áudio (a rádio-peça propriamente dita); 2. cena (Ana Gusmão reconstruindo o gestual da rádio-peça; 3. imagem em movimento (colagens visuais de Patrícia Moran); 4. “acaso incorporado”. Teremos ainda ruídos sonoros realizados ao vivo (teclado Yamaha DX100; baterias eletrônicas: Roland R5 e Boss Dr. Rhythm DR-3; efeitos de voz: Kaoos Pad e Air-Fx;  Theremin).



Escrito por ricardo aleixo às 08h24
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nOVas

Ainda não tenho fotos da ZIP de sexta passada: foi, como eu antevia, de fazer chover pétalas de rosa no sertão de Dublin. Quando chegarem as fotos, comento mais detidamente o lance. Nesta semana, o tema é “Poesia & tecnologia: o racionalismo sensível”. Dentre os convidados, o poeta e pesquisador Marcelo Dolabela, com quem fiz uma entrevistícula para publicação aqui neste jaguadártico antro. Aguardem.

 

No próximo dia 29 estréio um novo trabalho, em colaboração com o bailarino Rui Moreira e a light designer Telma Fernandes, para o qual escrevi o libreto e parte da trilha sonora original, a ser executada ao vivo. O nome do espetáculo é Um caminho, e se baseia num texto que escrevi há cerca de 4 anos, intitulado Um caminho é quando o chão também caminha. A estréia será em São Paulo, na Galeria Olido. Ficaremos em cartaz até o dia 2 de julho. Depois conto direito como será.

Chego de São Paulo no dia 3/7, fico em casa uns dias e já embarco na roda viva dos festivais de inverno: primeiro, o de Contagem, onde coordenarei a oficina Palavra falante, no período de 10 a 14/7; na semana seguinte, estarei em Diamantina, para ministrar a oficina Arquivox: práticas vocais nas poéticas contemporâneas (maiores informações aqui: festival). Depois, pernas pro ar, que ninguém é de ferro! Mas só até o início de agosto, quando... melhor esquecer, por enquanto.



Escrito por ricardo aleixo às 19h13
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