jAGuaDArTE - pOSsE dE rICarDo aLEiXo
   
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aviSo


 


 


A partir de hoje a bocarra que urra e a garra que agarra do jaguadarte estão aqui: http://www.jaguadarte.blogspot.com. Apareçam!



Escrito por ricardo aleixo às 17h23
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prA semAnA


 


 




Escrito por ricardo aleixo às 15h30
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baiLe

 

 

Hoje também é dia de função. A partir das 21h30, no Music Hall (Contorno, 3239, Santa Efigênia), participo, com meus bons camaradas Benedikt Wiertz e DJ Rato, da nova edição do Baile do Baleiro. Sob a batuta de Zeca Baleiro, também se apresentam o guitarrista Celso Peninni, a cantora Babaya e o compositor Fernando Muzzi. Para maiores informações, clique aqui.



Escrito por ricardo aleixo às 10h11
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uMa noiTe de ruiDosa mEmóRia

 

 

A primeira alegria foi saber, minutos antes de abrir para o público, que havia... público. Mais do que o esperado (crianças, inclusive), tanto que umas quinze pessoas tiveram que ficar em pé, já que mesmo o chão encontrava-se totalmente tomado. Detalhe: toda a divulgação foi feita via internet – blogues e emails. Recepcionados pela performance de Letícia Castilho, com seus cogumelos, pétalas de rosas e microgravadores, os presentes foram, na seqüência, guiados por Izadora Fernandes (frases/gestos/vozes mínimos, retomados, a intervalos, até o final) para dentro do Multiespaço do Museu das Telecomunicações. Simultaneamente à entrada do público, eu disparava a edição que fiz da bela conferência escrita (e gravada em CD, a meu pedido) pelo poeta Sérgio Medeiros, desde a ilha de Santa Catarina. Aí veio Marcelo Dolabela, que tocou theremin e, contra um fundo de imagens produzidas por ele mesmo, comandou um ritual de corte a tesouras do vestido da atriz Ana Gusmão, num remix da célebre performance de Yoko Ono. A primeira tesourada foi desferida pelo músico e poeta Francesco Napoli, seguido por outras quatro ou cinco pessoas saídas da platéia. O vestido saiu quase inteiro. Foi a senha para que eu fizesse uma peça poético-sonora, com laptop e aparelho fonador “preparado” e microfone com efeitos manipulados pelo técnico de som sem meu conhecimento prévio. Marcelo Kraiser, com sua voz radiofônica, leu trechos de poemas lá do fundo da sala, próximo ao lugar onde me instalei, enquanto eram projetadas imagens de um de seus videopoemas e Letícia Castilho desenvolvia corpografias descontínuas em meio ao público. Benedikt Wiertz e Antonio Loureiro (foto) fizeram subir ainda mais a temperatura, com seu delicado encaixe timbrístico e rítmico. Loureiro saiu do palco e tocou com baquetas de feltro as paredes do recinto. Quando ele se reposicionou, me juntei ao duo e, lá de trás, entoei de diferentes formas a letra de uma canção do Grateful Dead, John Cage is dead. Corta para o número das irmãs Ana e Rosana Caetano, estruturado em torno de um vídeo-cronômetro (para marcar os 4’33” da performance), base pré-gravada e letras dispostas sobre um varal no palco: um momento de total precisão, leveza e clareza sígnicas. O final, com o coletivo Território Mudo (André Hostalácio, Manuel Andrade, Shairon Lacerda e Vanessa de Michelis) não poderia ter sido melhor. Múltiplas fontes sonoras (theremin “feito em casa”, gravador analógico, turnable preparada, voz, trumpete com pedaleira e o escambau) materializavam a dimensão partitural proposta pelos slides projetados no telão, numa viagem original e, no melhor dos sentidos, desorbitada. Um “false end”, no entanto. O verdadeiro final se deu após a exibição do vídeo Water Walk , baixado na internet, que mostra um sorridente John Cage, em 1960, performando num programa de auditório (!!!). Pasmem, vocês que ainda não conhecem o vídeo (watch): o público urra de prazer com o que “ouvê”. Foi o que fizemos (“artistas” e “não-artistas”) tão logo a última imagem de Cage foi congelada na tela: trocamos o já habitual viva vaia pelas justíssimas palmas a um dos criadores mais livres e generosos de que o mundo teve notícia nos últimos, hum!, duzentos e tantos anos.

 

Post scriptum: Marcelo Dolabela já tinha dado o toque sobre a possibilidade do mutante Arnaldo Baptista (na foto, consultando o relógio, sentado no chão) pintar por lá. Cri, claro, mas, mineiramente, descrendo. Diz o Dolabela que ele gostou. Jóia. Nós todos por ali & por aqui sempre gostamos MUITO dele.

 



Escrito por ricardo aleixo às 10h58
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